Carbono Galeria - Circles 04 - Luzia Simons

Carbono Galeria

Edições contemporâneas

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Luzia Simons

Ceará, 1953 | Vive e trabalha em Berlim, Alemanha. 

Luzia Simons é uma artista brasileira que mora há cerca de 40 anos no exterior e já viveu em algumas cidades diferentes. É dedicada à construção de imagens através da fotografia e do vídeo, e também possui obras... veja mais

Circles 04
Fotografia
Técnica
Scanograma, impressão light jet e diasec
Dimensões

( A x L)  40 x 40 cm (diâmetro)
( A x L)  40 x 40 cm (diâmetro)
( A x L)  30 x 30 cm (diâmetro)
Data
2013
Edição
5

A série Circles, realizada com exclusividade para a Carbono Galeria, é composta de vinte e cinco imagens em diâmetros variados e reunidas em dípticos e trípticos. Produzidas a partir do scanograma, técnica desenvolvida pela artista, compreendem pétalas, folhas e caules, ricos em detalhes. Recortes que nos levam a construir mentalmente composições diversas.

A edição acompanha certificado numerado e assinado pelo artista.

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Biografia

Ceará, 1953 | Vive e trabalha em Berlim, Alemanha. 

Luzia Simons é uma artista brasileira que mora há cerca de 40 anos no exterior e já viveu em algumas cidades diferentes. É dedicada à construção de imagens através da fotografia e do vídeo, e também possui obras de ocupação espacial como performances e instalações. A artista já participou de importantes mostras coletivas em instituições como a Bienal de Curitiba (2013), o Museum der Moderne (Salzburg, Áustria), Kunsthalle Emden (Emden, Alemanha), o Tóquio Art Museum (Tóquio, Japão), o Museu de Arte Moderna de São Paulo, e individualmente na Bienal de Istambul (2005), no Museum de Buitenplaats (Eelde, Holanda), no Centre d’Art de Nature ( Château Chaumont-Sur-Loire, França). Sua obra faz parte de coleções nacionais e internacionais, como as do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, do Fonds National d Art Contemporain (Paris, França), do Graphische Sammlung der Staatsgalerie (Stuttgart, Alemanha), da Casa de las Américas (Havana, Cuba), da University of Essex Collection of Latin American Art (Essex, Inglaterra), entre outras.

Há mais de uma década, tentando não se tornar refém das novas tecnologias, começou a usar o scanner como ferramenta de trabalho e com isso, desenvolveu seu próprio modo de produção. A artista faz uso do scanner comum, que capta as imagens pelo método de varredura, conseguindo, assim, construir a representação do objeto com rico detalhamento e nitidez. Uma característica importante é que diferentemente da lente fotográfica, o scanner foca igualmente em tudo que está sobre ele, em tudo que o toca. Já o que está ao fundo aos poucos desaparece, criando assim, uma sensação de profundidade. Esta reforçada em obras como das séries Stockage e Circles, em que a artista faz uma montagem em diasec. A espessura do acrílico e sua transparência reafirmam a tridimensionalidade a sensação tátil dessas obras. Vale esclarecer aqui que, apesar de sua intensa relação com o scanner, Luzia Simons também faz uso de outros instrumentos, como câmeras fotográficas, em sua produção.

O scanner não é meio somente para as séries apontadas anteriormente, pelas quais é bastante conhecida internacionalmente. Em Transit, a artista digitaliza diversos documentos necessários para o trânsito entre diferentes países. São páginas de passaporte, vistos, entre outros. Luzia Simons materializa e reflete sobre essas passagens e toda necessidade de atestação de que se esteve lá.

A artista se aproximou das flores pelo interesse em pesquisar as cores na forma mais direta e uniu a isso seu apreço por naturezas-mortas. A tulipa é um ícone em seu trabalho. Esta não é tão importante por uma questão do acaso. Ela é um símbolo de deslocamento cultural: sua origem nos leva à Turquia e ao Cazaquistão, porém, ela também é um signo de identidade para a Holanda. Luzia Simons trabalha com sua representação de formas diversas, em muitas obras há uma abstração das plantas, são feitos recortes, composições que nos deixam na dúvida se aquela é mesmo uma tulipa. No entanto, algo que se mantém é a referência visual da pintura holandesa de 1600, principalmente no trato com a luz.

Luzia Simons busca com todas as suas escolhas uma maneira de falar sobre a transferência de cultura. É esse o ponto central de todas as obras da artista. Seus próprios descolamentos levaram-na a refletir sobre o trânsito de costumes e modos de viver, sobre como as mudanças podem alterar identidades culturais, de um objeto, de uma pessoa ou de um povo. Sua arte é de superfície, mas é também de contato.

Como aponta Prof. Werner Knoedgen: “O fato de todo transplante, toda mudança de cultura representar uma perda dolorosa de continuidade, mas no contexto da dialética de todo e qualquer intercâmbio significar também um enriquecimento não menos importante da identidade, é um tema que a artista vem desenvolvendo há bastante tempo.” (“Luzia Simons” - Prof. Werner Knoedgen – 2006)

Galerias Representantes
Destaques da Carreira

Vista da entrada da exposição individual de Luzia Simons na Galeria Nara Roesler, em 2010.

Mostra Wild Things, no Kunsthallen Brandts (Odense, Dinamarca), em 2010.

Obras da série Stockage, no Centre d’Arts et de Nature (Château Chaumont-Sur-Loire, França), em 2009.

Stockage no Kunstverein Konstanz (Alemanha), em 2005.

   
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