Carbono Galeria - Frango - Bruno Dunley

Carbono Galeria

Edições contemporâneas

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Bruno Dunley

Petrópolis, Rio de Janeiro, 1984 | Vive e trabalha em São Paulo

Por trás da leveza poética dos trabalhos de Dunley, estão camadas de tinta sobrepostas e muito trabalhadas, sob as quais a textura do suporte desaparece. Paradoxalmente, essa complexidade processual opera para imprimir simplicidade visual,... veja mais

Frango
Escultura
Técnica
bronze fundido
Dimensões

( A x L x P)  2 x 14 x 14 cm
Data
2015
Edição
7

Na obra criada com exclusividade para a Carbono, Bruno Dunley reflete sobre o conceito de natureza-morta, criando uma conexão entre a ideia de algo que já existiu e deixou seu rastro, uma marca de sua passagem. Neste caso, o artista imortaliza o animal – o frango – em peças de bronze, elemento duro e resistente, a partir da parte física que não se consome: seus ossos. Seu conjunto forma uma matéria essencial e capaz de levar o espectador a pensar em tudo que havia antes ali. As peças são ainda empilhadas sobre um píres, também de bronze, reforçando a alusão ao momento de sua transformação – da carne ao osso.

Dessa forma, o trabalho não somente reafirma sua fisicalidade, mas traz as transformações entre o universo real, existente, e o universo pictórico da arte.

Este trabalho é numerado, assinado e vem acompanhado de certificado de autenticidade.

 

Mais obras deste artista
  1. Sem título
Biografia

Petrópolis, Rio de Janeiro, 1984 | Vive e trabalha em São Paulo

Por trás da leveza poética dos trabalhos de Dunley, estão camadas de tinta sobrepostas e muito trabalhadas, sob as quais a textura do suporte desaparece. Paradoxalmente, essa complexidade processual opera para imprimir simplicidade visual, resultando em anti-imagens difusas, diluídas nas pinceladas que retocam e derretem contornos. A “mão” do artista, o gesto que marca a presença do sujeito na obra e seu questionamento, sua negação, não se perdem ou se atenuam, são elementos fundamentais de uma pintura que se coloca como depoimento do tempo em que surge.

A figuração fugidia que se impõe nessas circunstâncias é, antes, uma dúvida sobre a realidade ao redor, sobre a objetividade da percepção do mundo, e não uma afirmação positivista da acepção dos acontecimentos. Daí a evidenciação dos retoques, correções de traços e erros que deixam sua marca como cicatrizes.

Segundo o artista: “Há uma visualidade variante entre os trabalhos mais recentes. Há uma mudança da função da imagem, uma descrença em um único caminho de representação, uma descrença na afirmação da unidade do trabalho e de sua identidade através de um estilo - uma repetição visual fortemente demarcada. É através da articulação entre maneiras de fazer, formas de visibilidade e uma reflexão sobre suas relações, que implica na construção de uma efetividade, que o trabalho se apoia e se afirma.”

Entre suas exposições, destacam-se: Nova arte nova, no Centro Cultural Banco do Brasil (2009) e Os primeiros 10 anos, no Instituto Tomie Ohtake (2011). Entre as exposições individuais, destaque para “e “ no Centro Universitário Maria Antonia (2013) e a mostra no lugar em que já estamos, na Galeria Nara Roesler (2014); The Mirror, Galeria Nara Roesler | New York, New York City/NY, USA (2018); XXXIII Bienal Internacional de Arte de São Paulo – Afinidades afetivas (coletiva, 2018).

Dentre suas mais recentes realizações, sua obra Vista, de 2016, entrou para a lista do acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo durante o preview da SP-Arte 2017.

Galerias Representantes
Destaques da Carreira

Bruno Dunley, Sem título, 2014, óleo e carvão sobre tela, 160 x 120 cm

Bruno Dunley, Sem título, 2014, óleo e carvão sobre tela, 200 x 250 cm | detalhe

   
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