Carbono Galeria - Fuga II - Amalia Giacomini

Carbono Galeria

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Amalia Giacomini

São Paulo, 1974 | Vive e trabalha no Rio de Janeiro, Brasil.

Amalia Giacomini investiga, através de instalações e objetos, questões da percepção do espaço e de sua  representação geométrica. Graduada em Arquitetura e Urbanismo (FAUUSP) e mestre pela UFRJ, Amalia Giacomini já expôs... veja mais

Fuga II
Relevo de parede
Técnica
Moldura de madeira, tacha de inox e linha
Dimensões

( A x L x P)  48 x 60 x 5 cm
Data
2015
Edição
10

As finas linhas cruzam o espaço delimitado pela madeira escura, nos sentidos horizontal e vertical, formando uma delicada malha. No entanto, um discreto ponto branco rompe com a estabilidade da quadrícula, alongando-a, modificando sua ocupação espacial. Ponto este que se altera, criando assim, diferentes superfícies, princípios volumétricos, no que antes era simétrico. Como seriam as formas dos outros pontos de tensão? 

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Biografia

São Paulo, 1974 | Vive e trabalha no Rio de Janeiro, Brasil.

Amalia Giacomini investiga, através de instalações e objetos, questões da percepção do espaço e de sua  representação geométrica. Graduada em Arquitetura e Urbanismo (FAUUSP) e mestre pela UFRJ, Amalia Giacomini já expôs seu trabalho em diversas instituições do país, como Instituto Tomie Othake (São Paulo), Itaú Cultural (São Paulo), Museu da Casa Brasileira (São Paulo), Paço Imperial (Rio de Janeiro), Centro Cultural São Paulo, Centro Universitário Maria Antonia, Galerias da FUNARTE (Rio de Janeiro e Distrito Federal), Centro Cultural Sérgio Porto (Rio de Janeiro), Museu de Arte Contemporânea do Paraná (Curitiba) e MAC de Niterói (RJ). Fora do Brasil, apresentou, em 2009, a exposição Libérer l’horizon réinventer l’espace, na galeria da Cité des Arts em Paris; em setembro de 2012, a exposição individual The Invisible Apparent na Galeria Nacional de Praga.

Seus trabalhos remetem a elementos e sistemas abstratos – como linhas, pontos, grades, perspectivas e setas – que, materializados, aludem com concretude ao universo teórico dos sistemas de representação espacial. Materialização que acontece no ar, seja ele próximo a um anteparo como um pilar, uma parede, o chão, ou envolto por um requadro.

Em mostras como Experimentando Espaços, no Museu da Casa Brasileira (São Paulo - 2009) e em Da próxima vez eu fazia tudo diferente, na Pivô (São Paulo - 2012), a artista construiu tramas que formam espaços virtuais a partir cabos, fitas e fios. Intervenções que fazem emergir também os espaços em que elas são inseridas, sejam eles naturais e edificados, criando sistemas de relações que só se estabelecem a partir da reunião entre existente e novo.

Já em trabalhos como Paisagem (2010), a composição analítica, formada pelo cruzamento de linhas que indicam a natureza geométrica dos espaços, se os planos são retos ou curvos, e como se relacionam. Tais tramas lineares são tensionas na série Fuga (2009) e em obras como Tópos (2002)

Como afirma Felipe Scovino: “As experiências de Amalia Giacomini são da ordem do ar. Ao contrário de uma desmaterialização do objeto, se pensarmos em como o ar atravessa e faz parte da natureza de seus objetos, a investigação de Giacomini percorre a necessidade de tornar visível o vazio. A forma e o título de uma de suas obras (Aeroplano) criam uma associação nominativa e fenomenológica entre leveza e fuga para o espaço. Nesse deslocamento entre ser e conter ar, seus objetos nos interrogam sobre a sua aparência ao mesmo tempo em que fundam e ocupam um espaço, sempre por meio de uma economia de gestos e métodos que potencializam as qualidades do material e tornam clara sua presença como necessária e insubstituível para a fundação desse território semântico. Ambiguamente é no seu caráter quase de desaparição, que os objetos de Giacomini se dedicam à formação incessante de novas paisagens, apontando para uma superfície vibrátil, virtual e potente. É no embate entre espectador e obra, que esse campo ótico, antes estático, ganha forma e volume. Não são, portanto, objetos estacionários, mas em constante trânsito. Figuram paradoxalmente entre a máxima presença e a máxima ausência.”

Galerias Representantes
Destaques da Carreira

Detalhe de Topografia, no Carreau du Temple, Paris, 2006.

Vista da exposição Libérer l’horizon, réinventer l’espace, na Cité des Arts, Paris, 2009.

Paisagem, na Galeria Mercedes Viegas, 2010.

Detalhe de Aeroplano, na Galeria Mercedes Viegas, 2010.

Detalhe da instalação Sem título, na Galeria Nacional de Praga, 2012.

   
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