Carbono Galeria - Hemácia G - Nazareth Pacheco

Carbono Galeria

Edições contemporâneas

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Nazareth Pacheco

São Paulo, 1961 | Vive e trabalha em São Paulo, Brasil.

As esculturas e instalações de Nazareth Pacheco exploram o corpo feminino e suas transformações, com aspectos plásticos e simbólicos potentes, que criam no espectador sentimentos contraditórios como a fascinação e a repulsa. Já... veja mais

Hemácia G
Escultura
Técnica
acrílico vinho maciço
Dimensões

( A x L x P)  36 x 36 x 8,3 cm (G)
Data
2016
Edição
15 + 3PA

A produção de Nazareth Pacheco tem caráter autobiográfico. A artista considera o corpo feminino como lugar de práticas médicas que visam adaptá-lo a aprimoramentos estéticos. Trabalhou por muitos anos com objetos cortantes e perfurantes, como agulhas e navalhas. Em algumas ocasiões, se cortava com estes elementos, o que a levou a observar o sangue seco em suas próprias mãos e, então, desenha-lo e fotografa-lo.

Nesta obra, a artista apresenta hemácias, ou glóbulos vermelhos, produzidos em acrílico bordô grosso e pesado. A obra pede a aproximação do espectador, para que se veja refletido e provoque questionamentos sobre si mesmo.

A obra vem acompanhada de certificado de autenticidade assinado pela artista e pode ser encontrada em dois tamanhos.

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Biografia

São Paulo, 1961 | Vive e trabalha em São Paulo, Brasil.

As esculturas e instalações de Nazareth Pacheco exploram o corpo feminino e suas transformações, com aspectos plásticos e simbólicos potentes, que criam no espectador sentimentos contraditórios como a fascinação e a repulsa. Já realizou exposições individuais e coletivas em importantes instituições nacionais e internacionais como o Centro Universitário Maria Antonia (São Paulo), a Maison du Brèsil (Bruxelas), o Instituto de Cultura Brasileira (Berlim), o Centro Cultural São Paulo, o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o Jordan National Gallery of Fine Arts (Jordânia), o Instituto Figueiredo  Ferraz (Ribeirão Preto), o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, o Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica (Rio de Janeiro), o Hong Kong Arts Centre (China), a Fundación Caja de Madrid (Madri), o Malba (Buenos Aires), o El museu Del Barrio (Nova York), o Paço Imperial (Rio de Janeiro), a Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre diversos outros.

A artista começou a produzir nos anos 1980, fazendo parte de uma geração que lidou intensamente com questões do corpo. Seu trabalho é reconhecido pelas relações com o universo feminino e pela busca da beleza, muitas vezes relacionada à intervenções cirúrgicas para a construção da imagem ideal. Cria objetos tridimensionais relacionados com o universo da admiração e do prazer estéticos, porém, compostos por elementos capazes de ferir, como lâminas de corte e elementos pontiagudos, misturados com miganças, espelhos, acrílicos e metais.

No início da carreira, realizou esculturas em bronze que já indicam o caminho de seu trabalho: a predileção pelo tridimensional e pela temática feminina. Logo passou a desenvolver peças com formas pontiagudas que faziam uma relação com o ferimento e consequentemente com o sentimento de dor. No início dos anos 1990, houve um momento em que parte de sua produção se aproximou de sua biografia. Aos poucos a artista se afastou destas questões e passou a discutir questões mais ligadas a crenças e buscas da sociedade em geral. Realizou instalações com objetos cirúrgicos como o espéculo e também se expressou através das palavras em obras como os vestidos brancos com frases bordadas em vermelho.

A transparência e a translucidez foram bastante exploradas, como podemos perceber na recorrência de materiais como o acrílico e miçangas, criando peças de aparente fragilidade e encanto, como vestidos e colares. No entanto, ao nos aproximarmos das obras, percebemos que sua composição envolve também elementos cortantes, gerando instantaneamente sensações de e fobia e horror. Esse jogo de sentimentos é comum em sua obra, a artista intencionalmente seleciona as peças e compõe os objetos de forma a mexer com nossos desejos. Como comenta o crítico e curador Tadeu Chiarelli, os objetos antes potenciais se transformam em reais e aterradores ameaças.

Devido a um pequeno descuido, o artista se cortou na produção de uma de suas obras e não pode deixar de observar as gotas de sangue que caíram no papel. O sangue, este líquido vital, ganhou destaque em obras como Frasco (2007), e com um olhar microscópico, os glóbulos branco e vermelho foram explorados em bronze, madeira, ouro e prata. O aspecto plástico desses elementos, tratados de forma minimalista, ressaltam a preocupação estética da artista. Como comenta Cauê Alves: “estética dos objetos é ao menos tão relevante no nosso imaginário quanto suas funções.”1

Em sua exposição individual na Casa Triângulo, em 2014,  a artista apresentou peças me metacrilato que fazem uma relação com o sangue, o líquido que escorre, que se aglutina. No entanto, ela explorou também o aspecto do mercúrio, elemento que dá nome à mostra. Peças prateadas e reflexivas , em formatos variados, davam uma sensação maleável e de movimento. Ao observá-las, ficamos à espera das pequenas gotas se unirem formando porções maiores e disformes.

Ao refletir sobre as obras que trabalham com o sangue e sua composição, Cauê Alves faz uma interessante análise da obra da artista: “Entretanto, os vestígios do corpo nos desenhos de Nazareth Pacheco, o sangue e as gotas presentes em sua exposição, mostram um corpo cindido, fragmentado. É como se houvesse uma espécie de desarmonia corporal. Mas não se trata apenas de uma concepção individual de adequação a algum padrão de beleza, mas sim da constatação do desaparecimento da noção de um sujeito como corpo onipresente e absoluto, definido a partir da oposição com os objetos do mundo. Isto está longe de ser um retorno à concepção cartesiana do sujeito como cogito, como puro pensamento desencarnado, mas sim de que o corpo já não é mais uma unidade. O trabalho de Nazareth Pacheco, para além das explicações biográficas que possa ter, nos mostra que o corpo contemporâneo perdeu a sua inteireza e singularidade e que nem a arte nem o desejo poderão forjar sua reunificação. Talvez por isso a artista investigue o líquido vital que constitui o corpo e a sua origem.”2

 

1. ALVES, Cauê. O perfume de um corpo cindido.

2. ALVES, Cauê. O perfume de um corpo cindido.

Galerias Representantes
Destaques da Carreira

Detalhe da obra Sem título (1997 - cristal, miçangas e lamina de barbear), premiada no Panorama do MAM de São Paulo.

Detalhe da obra Sem título, 1999, acrílico e agulhas, base de 7 x 50 x 24 cm (altura variável).

Detalhe da instalação Gotas, na exposição A sua saúde, em 2014, no Museu Nacional de Brasília.

Vista da exposição individual Mercurial, na Casa Triângulo, em 2014.

   
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  1. Sem título

    Angelo Venosa

    Escultura

    Técnica acrílico

    ( A x L x P)  26 x 33 x 25 cm
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  2. Sem título

    Artur Lescher

    Escultura

    Técnica porcelana e couro

    ( A x L x P)  60 x 6 x 25 cm
    Data 2013
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  3. Sem título

    Carlos Vergara

    Fotografia

    Técnica impressão sobre placas de poliestireno recortadas e montadas

    ( A x L)  63 x 65 cm
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  4. Sem título

    Iole de Freitas

    Escultura

    Técnica aço inox e policarbonato

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    Data 2013
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