Carbono Galeria - Intersecção (entre a teoria e a prática) - Marcius Galan

Carbono Galeria

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Marcius Galan

Indianapolis, EUA, 1972 | Vive e trabalha em São Paulo, Brasil.

Marcius Galan é um artista que questiona os instrumentos de representação e destaca suas imprecisões através de sua exploração. Trabalha com esculturas, instalações, fotografias, colagens e desenhos. Entre as diversas exposições do artista,... veja mais

Intersecção (entre a teoria e a prática)
Relevo de parede
Técnica
Pintura esmalte sobre madeira, ferro, prego e giz
Dimensões

( A x L x P)  65 x 105 x 3 cm
Data
2015
Edição
15

O trabalho traz uma grande superfície negra, sustentada por madeira naval. Um ponto marca este quadro: um prego, que vai sustentar um arco branco em formato ovalado. Arco este que por estar simplesmente apoiado, pode ser deslocado em seu eixo e este deslocamento pode ser, então, desenhado pelo giz branco, criando assim, múltiplos arcos no quadro negro.

Biografia

Indianapolis, EUA, 1972 | Vive e trabalha em São Paulo, Brasil.

Marcius Galan é um artista que questiona os instrumentos de representação e destaca suas imprecisões através de sua exploração. Trabalha com esculturas, instalações, fotografias, colagens e desenhos. Entre as diversas exposições do artista, individuais ou coletivas, destacam-se as realizadas no Centro Cultural São Paulo (São Paulo), no Museu de Arte Moderna de São Paulo, na Bienal de Vancouver (Canadá), no Astrup Fearnley Museet (Noruega), na  Feira do Livro de Frankfurt (Alemanha), na “30 x Bienal” (Pavilhão Bienal de São Paulo), na 8ª Bienal do Mercosul (Porto Alegre), no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, no Museu do Chiado (Lisboa), na Fundação Iberê Camargo (Porto Alegre), entre outros. Em 2009, recebeu o Prêmio aquisição SP-Arte/Iguatemi (aquisição para Pinacoteca do Estado), em 2011, o Cisneros Fontanals comission Prize, e em 2012, foi o vencedor do Prêmio PIPA, que o levou a uma residência artística na Gasworks.

Formou-se em Licenciatura em Educação Artística pela FAAP em 1997, mas conta que a arte sempre teve lugar em sua vida, mas a proporção foi se alterando com os anos, de forma que passou a ocupar a maior parte de seu tempo.

Em 2003 ganhou uma bolsa residência de 6 meses na Cité des Arts em Paris através da FAAP e no ano seguinte passou 3 meses de residência no Art Institute de Chicago através da bolsa Iberê Camargo. Desde então, não parou mais de produzir. Como comenta o artista: “Pra mim, só faz sentido um trabalho na medida em que eu estou aprendendo com ele.”

O início de seu trabalho trouxe questionamentos sobre as funções dos objetos e a vontade de subverter a lógica do funcionamento das coisas. Por exemplo, fitas que o artista gravou na adolescência foram interligadas e seu conjunto serviu, de certa forma, para falar sobre a passagem do tempo. Marcius se apropria de objetos cotidianos em seus trabalho e os desloca, resignificando-os. Podemos perceber tal atitude em Abstrações burocráticas (2004), em que reuniu papéis diversos como contas e recibos, e apagou o conteúdo gráfico deles.

Outro aspecto importante de seu trabalho é a escolha dos materiais. O artista já fez uso de materiais diversos. A ideia da qual parte e o desejo de onde se quer chegar levam ao caminho da busca do melhor material. Na série Isolante (2006-2009), o artista une objetos como tijolos e cadeiras a partir do parece ser uma fita amarela comum, que é, porém, uma fita de ferro.

Principalmente em seus trabalhos espaciais, o artista organiza os objetos de forma a testar a percepção do visitante, muitas vezes fazendo-o duvidar do que vê, como faz em seu trabalho Seção diagonal (2008), instalado em Inhotim. Ele cria um plano visual, mas que não existente fisicamente, através da pintura das paredes ao seu redor e da colocação de uma linha nos limites do que seria o plano diagonal de vidro. É como se olhássemos através dele.

Como aponta Deyson Gilbert, Luiza Proença e Roberto Winter no texto de curadoria para a exposição “A Sombra do Futuro” (Instituto Cervantes, São Paulo, 2009): “Dentro do contexto das artes visuais é bastante curioso notar que muitas das obras de Marcius Galan são um desafio para os olhos. E não um desafio decorrente da complexidade visual dessas obras, mas sim porque elas, numa visada rápida, aparentam ser algo que, numa inspeção mais cuidadosa, acabam por não ser. Mas, ao contrário do que possa parecer (de novo) isso não significa que esses trabalhos nos enganem, pelo contrário, vê-los é antes de tudo ser lembrado do quanto é necessário desconfiar daquilo que vemos para, então, tentar perceber além da visão.”

Galerias Representantes
Destaques da Carreira

Da série Isolantes (2006-2009).

Três Seções (2011).

Detalhe de Seção Diagonal - versão 1 (2008).

Vista da mostra Geometric Progression, na White Cube Bermondsey, em 2013.

Vistas de Immobile (2013).

   
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  1. Sem título

    Angelo Venosa

    Escultura

    Técnica acrílico

    ( A x L x P)  26 x 33 x 25 cm
    Data 2013
    Edição 30

  2. Sem título

    Artur Lescher

    Escultura

    Técnica porcelana e couro

    ( A x L x P)  60 x 6 x 25 cm
    Data 2013
    Edição 30

  3. Sem título

    Carlos Vergara

    Fotografia

    Técnica impressão sobre placas de poliestireno recortadas e montadas

    ( A x L)  63 x 65 cm
    Data 2013
    Edição 10

  4. Sem título

    Iole de Freitas

    Escultura

    Técnica aço inox e policarbonato

    ( A x L x P)  70 x 35 x 20 cm
    Data 2013
    Edição 10