Carbono Galeria - LUTO - Paulo Bruscky

Carbono Galeria

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Paulo Bruscky

Recife, 1949 | Vive e trabalha em Recife, Brasil.  

Pioneiro na utilização de mídias contemporâneas, como a arte postal, audioarte, videoarte e xerografia no Brasil, Paulo Bruscky é um dos maiores artistas conceituais na arte brasileira. Participou das 16ª, 20ª, 26ª (sala especial)... veja mais

LUTO
Objeto
Técnica
Envelope, carimbos, selos, nanquim e pincel atômico
Dimensões

( A x L)  12 x 17 cm
Data
2014
Edição
30

Nesta obra, o artista retoma a linguagem da arte postal e intervêm em um envelope comum com carimbos, escritos a próprio punho, selo, recorte e tinta vermelha. A última aliada à palavra “Luto” nos faz pensar em uma bala que fere e faz sangrar. A obra foi realizada no dia 31.03.2014, data que marca os 50 anos do golpe de 1964. A intervenção “Não”, no local onde seria colocado o selo, ressalta o caráter descomemorativo da data. No verso, Bruscky ainda afirma que “Hoje, a arte é este comunicado”.

Mais obras deste artista
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  16. Quadro a óleo I
  17. Quadro a óleo II
  18. Remédio Brusckyano
Biografia

Recife, 1949 | Vive e trabalha em Recife, Brasil.  

Pioneiro na utilização de mídias contemporâneas, como a arte postal, audioarte, videoarte e xerografia no Brasil, Paulo Bruscky é um dos maiores artistas conceituais na arte brasileira. Participou das 16ª, 20ª, 26ª (sala especial) e 29ª edições da Bienal de São Paulo, 10ª Bienal de Havana (sala especial), 7ª Bienal do Mercosul (sala especial), entre outras bienais, e da Trienal Poli/Gráfica de San Juan em Porto Rico. Sua obra figura nas coleções do Centre Pompidou (França), Tate Modern (Inglaterra), Museum of Modern Art – MoMA (Estados Unidos), MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo e MAC USP – Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, Museu d’Art Contemporani de Barcelona (Espanha), Museu de Arte Moderna de Amsterdã (Holanda), entre outros. Ao longo de sua carreira, foi contemplado com diversos prêmios. Em 2009, foi anistiado e recebeu o título de Cavaleiro da Ordem do Mérito Cultural, maior honraria do governo brasileiro, e, em 2011, foi homenageado com o prêmio hors concours de arte e tecnologia do Instituto Sergio Motta.

Iniciando sua trajetória na década de 1960, Bruscky vai manter contato próximo e corresponder-se com o grupo Fluxus e Gutai, dos quais possui o maior acervo da América Latina. Desde suas primeiras incursões artísticas, afirma-se como artista conceitual e, durante os anos 1970, carregará sua obra com intenso conteúdo político como forma de protesto ao sistema ditatorial brasileiro. Homenageia também, em seus trabalhos, artistas como John Cage e Duchamp, e, em performance de 1978, pergunta aos seus espectadores “O que é arte, para que serve?”, e reforça esse tipo de questionamento em outros trabalhos como Confirmado: é arte ou É a arte reversível?.

Paulo Bruscky foi responsável por renovar a cena artística nacional dos anos 1970 e por inserir na arte brasileira outros tipos de mídias como xerox, fax, carimbo, artdoor, entre outras. O artista desenvolve, através do uso de palavras e intertextualidade, um trabalho carregado de significado. Através da arte correio ele pôde burlar a censura durante os anos 1970 dentro do Movimento Internacional de Arte Correio. As questões de original e cópia, muito presentes na arte contemporânea, também se tornam visíveis em trabalhos como Arte com firma reconhecida. Nos anos 1970, Bruscky também faz experimentações relacionadas ao corpo e novas tecnologias, inclusive da área médica, como o conjunto de obras Meu cérebro desenha assim, Sentimentos: Um poema feito com o coração, Autum Radium Retratum, entre outros. Seu pioneirismo também está inserido na fotolinguagem dos anos 1970, através de séries como Alto retrato, Dados biográficos, O eu comigo, AlimentAção e MinoPaulo.

Galerias Representantes
Destaques da Carreira

Em Palarva, obra de 1992, Paulo Bruscky brinca com a ideia da criação da linguagem. O trabalho é composto de uma caixa, tiras de revista e um ovo de pedra.

O que é arte, para que serve? Foi uma performance que Paulo Bruscky fez na década de setenta. O artista ficou na vitrine de uma livraria com um cartaz pendurado no pescoço, com os dizeres que intitulam o trabalho.

Neste trabalho, o artista investiga as possibilidades plásticas de seus exames médicos. O meu cérebro desenha assim, foi feito a partir de uma tomografia do cérebro de Paulo Bruscky.

Bruscky foi pioneiro da arte-postal no Brasil. Esta imagem é de uma de suas obras da época. No envelope, endereçado a Londres, pode-se ler o neologismo “envelopoema” e ver um auto-retrato de um raio-x do crânio do artista.

   
Bibliografia
Titulo Paulo Bruscky - Arte em todos os sentidos
Autor Cristina Tejo
Editora CEPE
Páginas 140
Titulo Paulo Bruscky - Arte, arquivo e utopia
Autor Cristina Freire
Editora Paulo Bruscky
Páginas 271
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  1. Sem título

    Angelo Venosa

    Escultura

    Técnica acrílico

    ( A x L x P)  26 x 33 x 25 cm
    Data 2013
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  2. Sem título

    Artur Lescher

    Escultura

    Técnica porcelana e couro

    ( A x L x P)  60 x 6 x 25 cm
    Data 2013
    Edição 30

  3. Sem título

    Carlos Vergara

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    Técnica impressão sobre placas de poliestireno recortadas e montadas

    ( A x L)  63 x 65 cm
    Data 2013
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    ( A x L x P)  70 x 35 x 20 cm
    Data 2013
    Edição 10