Carbono Galeria - Ophelia Blue - Janaina Tschäpe

Carbono Galeria

Edições contemporâneas

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Janaina Tschäpe

Munique, Alemanha, 1973 | Vive e trabalha em Nova York, EUA

Objetos infláveis, esculturas, fotografias, vídeos, desenhos e pinturas são as bases para a criação dos universos fantásticos de Janaina Tschäpe. A artista já participou de exposições no Museo Nacional Centro de Arte Reina... veja mais

Ophelia Blue
Fotografia
Técnica
impressão digital sobre papel Hahnemühle Photo Rag® 308g
Dimensões

( A x L)  74 x 110 cm
Data
2018
Edição
15 + 3PA

Em Ophelia Blue, a artista apresenta uma mulher que está, aparentemente, em um estado de limbo.
Enquanto ela se deita no musgo e na água, há uma luz divina que radia a cena. Como uma nuvem aceitando sua cadência no mar e seu vestido metamorfoseou-se em um céu de coral. Não sabemos se ela está viva ou não, ou até mesmo se precisa de ajuda.

Tschäpe não se preocupa tanto em desenvolver essa narrativa quanto com articular visualmente a intemporalidade com um fragmento. Enquanto a Ophelia de Shakespeare cai de uma árvore para "Chorando. Suas roupas abriram-se; e, como uma sereia, por um tempo eles a levaram... " a Ophelia de Janaina não é a água, o vestido, nem mesmo a mulher em si, mas sim a síntese de todos os elementos que não têm começo nem fim.

Para uma artista que passa seus dias para escolhendo entre tintas, lápis e crayons com nomes como "Aquamarine Blue, Cold Grey, Cadmium Red ou Burnt Sienna" é divertido, quase uma heurística estética patafísica que ela emprega para chegar ao significado. Tschäpe luta através de sua memória sinestésica para localizar as cores certas. Ophelia Blue não pode ser encontrada em nenhuma tinta, lápis ou crayon. Ophelia blue pode ser encontrada quando o céu encontra o oceano. Para Janaina, se o infinito tivesse uma cor, ele seria Ophelia Blue.

 

A obra é assinada e acompanha certificado de autenticidade numerado e assinado pela artista.

Biografia

Munique, Alemanha, 1973 | Vive e trabalha em Nova York, EUA

Objetos infláveis, esculturas, fotografias, vídeos, desenhos e pinturas são as bases para a criação dos universos fantásticos de Janaina Tschäpe. A artista já participou de exposições no Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia (Madri, Espanha), no Centre Pompidou (Paris, França), no New Museum (Nova York, EUA) e suas obras fazem parte do acervo de importantes instituições como o Solomon R. Guggenheim Museum (Nova York, EUA) , o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, Brasil), o Moderna Museeto (Estocolmo, Suécia), o Inhotim Centro de Arte Contemporânea (Brumadinho, Brasil), entre outras.

A artista meio brasileira, meio alemã, que iniciou sua formação na década de 1990, passou anos de sua vida em constantes deslocamentos – já morou em cidades como Hamburgo, Berlin, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Nova Iorque. Começou a usar a fotografia e o vídeo como formas de documentar suas relações com esses lugares, mas os resultados passaram a ser objetos de trabalho. Também criou diversos objetos infláveis, sendo que alguns deles eram integrados a corpos femininos, e serem tridimensionais. Depois de um hiato de dez anos, a artista voltou à pintura e ao desenho. Janaina afirma que todas as mídias são complementares. Se somam e se relacionam nos trabalhos desenvolvidos pela artista.

É muito forte a presença da água e do mar, assim como das plantas e matas em todo o trabalho de Janaina. Ela cria universos próprios, narrativas para os lugares e para os personagens. Gosta de misturar ficção e realidade. Se baseia nessa para inventar aquela e retorna à visualidade com suas criaturas imaginárias e seus ambientes exuberantes.

Como aponta Luisa Duarte, “As formas orgânicas sempre estiveram presentes no trabalho de Janaina. Mar, água, sereias, seres meio humanos, meio não humanos...O oceano não por acaso é tido como uma imagem do inconsciente. Informe, fluido, sempre em movimento, impossível de se pegar pelas mãos. A obra da artista tem, na dimensão onírica, um ponto incontornável, por isso frequentemente está associada à criação de um mundo fantástico”. (DUARTE, Luisa. Ondulações na terra plana. O Globo, 11.06.2012).

 
Galerias Representantes
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  1. Sem título

    Angelo Venosa

    Escultura

    Técnica acrílico

    ( A x L x P)  26 x 33 x 25 cm
    Data 2013
    Edição 30

  2. Sem título

    Artur Lescher

    Escultura

    Técnica porcelana e couro

    ( A x L x P)  60 x 6 x 25 cm
    Data 2013
    Edição 30

  3. Sem título

    Carlos Vergara

    Fotografia

    Técnica impressão sobre placas de poliestireno recortadas e montadas

    ( A x L)  63 x 65 cm
    Data 2013
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  4. Sem título

    Iole de Freitas

    Escultura

    Técnica aço inox e policarbonato

    ( A x L x P)  70 x 35 x 20 cm
    Data 2013
    Edição 10