Carbono Galeria - Sem pé nem cabeça - Roberto Magalhães

Carbono Galeria

Edições contemporâneas

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Roberto Magalhães

Ilha do Governador, Rio de Janeiro, 1940 | Vive e trabalha no Rio de Janeiro

O carioca Roberto Magalhães recebeu o primeiro incentivo para pintar pelo o pai e pelos professores do colégio, que publicavam caricaturas feitas pelo artista dos colegas no jornal semanal.... veja mais

Sem pé nem cabeça
Objeto
Técnica
objeto em acrílico, com um original (em ecoline, gouache, aquarela, grafite, lápis de cor, pastel oleoso) emoldurado e duas gavetas contendo um livro artesanal e um "rolo místico" impresso
Dimensões

( A x L x P)  70 x 50 x 8 cm
Data
1964/2016
Edição
de 62

A série do artista Roberto Magalhães se apresenta em um imponente estojo/moldura de acrílico, que pode ser pendurada na parede ou posta em um apoio, e traz em cada exemplar um original, dos anos 60 aos dias de hoje, escolhidos numa seleção rigorosa de importância histórica e qualidade. Muitos dos desenhos foram expostos em 2000 na grande mostra do artista no Instituto Moreira Salles, e outros foram reproduzidos em catálogos.

Da moldura saem duas gavetas: a primeira contém um livro com a reprodução de todos os originais em grande formato, e a outra contém um rolo místico com a escrita enigmática de Roberto.

As obras são uma verdadeira amostra do virtuosismo e das possibilidades de invenção gráfica do desenho: os originais são em gouache, aquarela, grafite, ecoline ou pastel oleoso e homenageiam o espírito de liberdade de Opinião 65 - grupo composto por  Antonio Dias, Vergara, Gerchman e Roberto Magalhães, formado em meados dos anos 60 e realizadores da exposição de mesmo nome em 65.

A realização é de UQ!Editions, com design de Lucia Bertazzo. A obra é assinada e vem acompanhada de certificado de autenticidade.

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Biografia

Ilha do Governador, Rio de Janeiro, 1940 | Vive e trabalha no Rio de Janeiro

O carioca Roberto Magalhães recebeu o primeiro incentivo para pintar pelo o pai e pelos professores do colégio, que publicavam caricaturas feitas pelo artista dos colegas no jornal semanal. A visão irônica e cômica de Roberto já se manifestava em retratos não convencionais, usando o universo do sonho, da fantasia e do simbolismo.

De 1963 a 1965 participou de várias exposições, tornando-se um dos principais integrantes do grupo de jovens pintores que fizeram a revolucionária exposição Opinião 65, no MAM-RJ - Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Junto com Antonio Dias, Carlos Vergara, Rubens Guerchman e outros artistas de vanguarda que se destacavam na época, trouxe então uma nova linguagem visual para as artes plásticas no Brasil. 

Em 1966 Roberto fez uma exposição individual de aquarelas no Museu de Arte Moderna, em 67 mudou-se para França e recebeu um prêmio na IV Bienal de Paris. Depois de dois anos, o artista voltou para o Brasil e começou a estudar Ocultismo e Teosofia. Quando descobriu a existência da meditação e da doutrina Budista, interrompeu sua produção artística para ajudar a construir o Centro de Meditação da Sociedade Budista do Brasil, com a qual manteve estreita ligação nos próximos quatro anos. Ali, durante os dois primeiros anos, ao invés de pincéis, trabalhou com pedras, cimento e tijolos. Nos dois anos seguintes dedicou-se somente à meditação.

Voltando para o mundo das artes, Magalhães produziu as séries Arte Esotérica, onde pode-se ver a influência dos anos anteriores em seu olhar como artista. Em 1975 recomeçou sua vida artística expondo e lecionando no Museu de Arte Moderna no Rio de Janeiro. Com o estilo que lhe é próprio, além das características esotéricas, seu trabalho também mostra figuras humanas, cidades, animais e plantas em imagens fantásticas que desnudam o cotidiano com humor e ironia. São várias as técnicas utilizadas: lápis de cor, bico de pena, aquarela, nanquim, óleo, pastel, ecoline, etc. 

Em suas seguintes exposições já não estão mais presentes os símbolos esotéricos. Definitivamente, é o Homem com seus instintos e expectativas, seus desejos e sentimentos que aparece retratado num universo imaginário que extrapola os limites da razão. E, em 1992, após diversas exposições, o Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, promoveu a maior exposição do artista até então, com uma retrospectiva dos últimos 30 anos.

Em 2000, o Instituto Moreira Salles mostrou parte do vasto acervo de desenhos do artista, numa exposição itinerante de dois anos de duração. Também a partir do ano 2000 começou a criar a série Atípicos, na qual deixa extravasar para as telas um mundo de imagens abstratas que se acumulavam no interior do artista desde sempre.

Entre as exposições individuais mais recentes do artista destacam-se: Delicadezas, na Casa Galeria em Paraty em 2006; Eu, na Márcia Barroso do Amaral Galeria de Arte e na Arte 21, ambas no Rio de Janeiro em 2007; Otrebor – A outra margem, na Caixa Cultural de Brasília em 2008, na Caixa Cultural Do Rio de Janeiro em 2008 e no Instituto Tomie Ohtake em São Paulo em 2009; Roberto Magalhães, na Referências Galeria de Arte em Brasília em 2008, na TNT Galeria no Rio de Janeiro em 2009, na James Lisboa EM são Paulo em 2010 e no Art Museum of Beijing Fine Art na China em 2011; Quem sou, de onde vim, para onde vou, no Paço Imperial no Rio de Janeiro em 2012; Viagem Astral, na Galeria Marcia Barrozo do Amaral no Rio de Janeiro em 2013; 30 x Bienal - Transformações da Arte Brasileira – Retrospectiva, em 2013; entre outras.

Destaques da Carreira

A Guerra de Tróia, xilogravura de 1963.

Automóvel Modernissimo, óleo sobre tela, 1995

Enigma, óleo sobre tela, 2003.

   
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