Carbono Galeria - Sem título - Bruno Dunley

Carbono Galeria

Edições contemporâneas

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Bruno Dunley

Petrópolis, Rio de Janeiro, 1984 | Vive e trabalha em São Paulo

Por trás da leveza poética dos trabalhos de Dunley, estão camadas de tinta sobrepostas e muito trabalhadas, sob as quais a textura do suporte desaparece. Paradoxalmente, essa complexidade processual opera para imprimir simplicidade visual,... veja mais

Sem título
Serigrafia
Técnica
serigrafia em papel Fabriano 300g
Dimensões

( A x L x P)  100 x 75 x 4 cm
Data
2015
Edição
20 + PA

Camadas de matéria pictórica se sobrepõem na construção da obra. O amarelo do fundo reaparece junto a outras cores desta densa composição, e o mesmo acontece com o verde e o preto, criando entre elas um jogo de figura e fundo, de adição e subtração dos contornos. As cores aqui não caracterizam figuras, elas são os elementos gráficos. São as áreas tonais com seus recortes e sobreposições que criam a composição.

Podemos dizer que há em geral um tratamento abstrato no desenho, no entanto, o elemento central se transforma em figura ao conectarmos sua forma e tratamento gráfico com a obra “Frango” (2015), também realizada com exclusividade para a Carbono Galeria. Seu desenho nos faz pensar nos ossos de frango enegrecidos pelo bronze, conectando este trabalho com a reflexão do artista sobre a memória no conceito de natureza morta. Além disso, o elemento central ainda intensifica o movimento giratório que há no plano abaixo com sua diagonal reforçada pelas linhas horizontais rosadas. 

Este trabalho é numerado, assinado e vem acompanhado de certificado de autenticidade.

Mais obras deste artista
  1. Frango
Biografia

Petrópolis, Rio de Janeiro, 1984 | Vive e trabalha em São Paulo

Por trás da leveza poética dos trabalhos de Dunley, estão camadas de tinta sobrepostas e muito trabalhadas, sob as quais a textura do suporte desaparece. Paradoxalmente, essa complexidade processual opera para imprimir simplicidade visual, resultando em anti-imagens difusas, diluídas nas pinceladas que retocam e derretem contornos. A “mão” do artista, o gesto que marca a presença do sujeito na obra e seu questionamento, sua negação, não se perdem ou se atenuam, são elementos fundamentais de uma pintura que se coloca como depoimento do tempo em que surge.

A figuração fugidia que se impõe nessas circunstâncias é, antes, uma dúvida sobre a realidade ao redor, sobre a objetividade da percepção do mundo, e não uma afirmação positivista da acepção dos acontecimentos. Daí a evidenciação dos retoques, correções de traços e erros que deixam sua marca como cicatrizes.

Segundo o artista: “Há uma visualidade variante entre os trabalhos mais recentes. Há uma mudança da função da imagem, uma descrença em um único caminho de representação, uma descrença na afirmação da unidade do trabalho e de sua identidade através de um estilo - uma repetição visual fortemente demarcada. É através da articulação entre maneiras de fazer, formas de visibilidade e uma reflexão sobre suas relações, que implica na construção de uma efetividade, que o trabalho se apoia e se afirma.”

Entre suas exposições, destacam-se Nova arte nova, no Centro Cultural Banco do Brasil (2009) e Os primeiros 10 anos, no Instituto Tomie Ohtake (2011). Entre as exposições individuais, destaque para “e “ no Centro Universitário Maria Antonia (2013) e a mostra no lugar em que já estamos, na Galeria Nara Roesler (2014).

Dentre suas mais recentes realizações, sua obra Vista, de 2016, entrou para a lista do acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo durante o preview da SP-Arte 2017.

Galerias Representantes
Destaques da Carreira

Bruno Dunley, Sem título, 2014, óleo e carvão sobre tela, 160 x 120 cm

Bruno Dunley, Sem título, 2014, óleo e carvão sobre tela, 200 x 250 cm | detalhe

   
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