Carbono Galeria - Sem título - Cao Guimarães

Carbono Galeria

Edições contemporâneas

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Cao Guimarães

Belo Horizonte, 1965 | Vive e trabalha em Belo Horizonte.

Formado primeiramente em filosofia e jornalismo em sua cidade natal, seguindo daí para fotografia em Londres – assunto no qual ganhou inúmeros prêmios – e posteriormente participou de um curso de cinema experimental ainda em Londres,... veja mais

Sem título
Fotografia
Técnica
impressão em Hahnemuhle Photo Rag 308
Dimensões

( A x L)  110 x 73 cm
Data
2016
Edição
20 + 3PA

Cao Guimarães pretende causar no espectador sentimentos de curiosidade e dúvida com a fotografia do precário colchão. Este toma forma e ganha importância quando emoldurado e colocado em evidência. Influências do minimalismo ficam claras nesta obra, já que o movimento pregava transmitir ao observador uma percepção nova do ambiente onde a obra se inseria por meio de uma redução formal do objeto e a sua produção em série.

O enigma de quem passou pelo cenário da imagem, onde a foto foi tirada e quem dormiu no colchão retratado ganha versões a partir da bagagem e das referências do espectador que admira a foto.

Apesar da precariedade do colchão e dos travesseiros, a foto foi impressa com extrema cautela e atenção nos detalhes e emoldurada com uma madeira fina e bem acabada. A contradição entre o material em si e o que é mostrado é fascinante, e enfatiza ainda mais a precariedade do ambiente retratado.

Biografia

Belo Horizonte, 1965 | Vive e trabalha em Belo Horizonte.

Formado primeiramente em filosofia e jornalismo em sua cidade natal, seguindo daí para fotografia em Londres – assunto no qual ganhou inúmeros prêmios – e posteriormente participou de um curso de cinema experimental ainda em Londres, Cao Guimarães é considerado um dos mais produtivos artistas contemporâneos brasileiros.

Com produção intensa desde o final dos anos 80, Cao produz magistralmente obras que interseccionam o cinema e a fotografia. O artista foi convidado a exibir seus filmes em importantes festivais internacionais de cinema, entre eles Cannes, Locarno, Sundance, Veneza, Roterdã e Berlim. Em 2011, o MoMA sediou uma retrospectiva de seus filmes e em 2014, o BAFICI, em Buenos Aires, e a Cinemateca do México também realizaram retrospectivas de seu trabalho.

Realizou nove longa-metragens: O Homem das Multidões (2013), Otto (2012), Elvira Lorelay Alma de Dragón (2012), Ex Isto (2010), Andarilho (2007), Acidente (2006), Alma do Osso (2004), Rua de Mão-Dupla (2002) e o Fim do Sem Fim (2001). Um dos curtas mais lindos e mais recentes do artista foi a obra Filme em anexo exposta na 34º Panorama da Arte Brasileira em 2015, no qual remonta as conversas entre ele e o curador Paulo Miyada sobre seu projeto para a exposição. O vídeo traz algumas hipóteses de quem foram os povos sambaquieros, responsáveis pela produção dos artefatos. 

“Acho que uma obra de arte prolonga-se na alma, perdura dentro da gente após o seu "término". O momento após um filme é ainda o filme dentro da gente. É o 'outro' (o filme) atuando no sujeito, momento sublime de transcendência. “ comenta o artista.

Para as fotografias expostas no Arte-Cidade III (1987), utiliza câmeras com poucos recursos técnicos, criando imagens de paredes descascadas e corroídas pelo tempo que interagem com os muros de concreto e o chão repleto de musgo. Em 1993, recebe o Prêmio Marc Ferrez de Fotografia, oferecido pela Fundação Nacional de Arte (Funarte), para desenvolvimento do ensaio fotográfico Ex-Votos, com Rivane Neuenschwander. Em algumas fotos dessa série, apresenta retratos de família que revelam as marcas da passagem do tempo, criando imagens instigantes.

Guimarães tem suas obras em numerosas coleções prestigiadas como a Tate Modern (Reino Unido), o MoMA e o Museu Guggenheim (EUA), Fondation Cartier (França), Colección Jumex (México), Inhotim (Brasil), Museu Thyssen-Bornemisza (Espanha), dentre outras. Participou de importantes exposições como XXV e XXVII Bienal Internacional de São Paulo, Brasil; Insite Biennial 2005, México; Cruzamentos: Contemporary Art in Brazil, EUA; Tropicália: The 60s in Brazil, Áustria; Sharjah Biennial 11 Film Programme, Emirados Árabes Unidos e Ver é Uma Fábula, Brasil, uma retrospectiva com grande parte das obras do artista expostas no Itaú Cultural, em São Paulo.

Galerias Representantes
Destaques da Carreira

Rua de Mão Dupla, Vídeo DV, 25ª Bienal de São Paulo, 2002

Filme em anexo (2011), Vídeo Digital HD, Trilha Sonora O Grivo, 34º Panorama da Arte Brasileira, 2015

Mosaico Gambiarras (2008), 45 fotografias digitais coloridas, Cruzamentos - Contemporary Art in Brazil, 2014

SinPeso, Ver é uma fábula - Retrospectiva Itaú Cultural, 2013

   
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  1. Sem título

    Angelo Venosa

    Escultura

    Técnica acrílico

    ( A x L x P)  26 x 33 x 25 cm
    Data 2013
    Edição 30

  2. Sem título

    Artur Lescher

    Escultura

    Técnica porcelana e couro

    ( A x L x P)  60 x 6 x 25 cm
    Data 2013
    Edição 30

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    Carlos Vergara

    Fotografia

    Técnica impressão sobre placas de poliestireno recortadas e montadas

    ( A x L)  63 x 65 cm
    Data 2013
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    Iole de Freitas

    Escultura

    Técnica aço inox e policarbonato

    ( A x L x P)  70 x 35 x 20 cm
    Data 2013
    Edição 10