Carbono Galeria - Três Eclipses - Fabio Miguez

Carbono Galeria

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Fabio Miguez

São Paulo, 1962 | Vive e trabalha em São Paulo

Fábio Marques Miguez iniciou o curso de arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo - FAU/USP em 1980. Nos dois anos seguintes, estudou gravura em metal com o artista Sérgio... veja mais

Três Eclipses
Objeto
Técnica
madeira e acrílico
Dimensões

( A x L x P)  26 x 26 x 20 cm
Data
2016
Edição
20 + 5PA

Saindo da pintura com matéria espessa e passando pela pintura expandida com intervenções nas telas, Fabio Miguez cria em seus trabalhos tridimensionais campos com diferentes cores e materiais que se movem, fazendo com que o espectador interaja com a obra e crie diferentes composições. 

Em Três Eclipses, palavras de poemas do pernambucano João Cabral de Melo Neto são postas sobre chapas móveis de acrílico que em uma posição específica formam um eclipse. As chapas juntam-se com madeiras pintadas de diferentes cores, que, hora são fixas, hora são móveis.

 

A caixa de madeira tem a mesma linguagem das maletas produzidas pelo artista durante sua carreira. Maletas estas que podem ser chamadas valises, fazendo referência à obra de Marcel Duchamp.

A edição Três Eclipses é numerada e vem acompanhada de certificado de autenticidade assinado pelo artista.

 

 

 

Mais obras deste artista
  1. Um segundo
Biografia

São Paulo, 1962 | Vive e trabalha em São Paulo

Fábio Marques Miguez iniciou o curso de arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo - FAU/USP em 1980. Nos dois anos seguintes, estudou gravura em metal com o artista Sérgio Fingermann. Entre 1983 e 1985, integrou o ateliê Casa 7, juntamente com Carlito Carvalhosa, Nuno Ramos, Paulo Monteiro e Rodrigo Andrade. No início, sua obra foi realizada em grandes formatos que apresentavam pinceladas amplas, cores fortes e fatura expressiva. A partir da metade dos anos 90, Fabio passou a realizar telas abstratas carregadas de matéria pictórica, que tendem ao monocromatismo do cinza, marrom ou branco. Paralelamente, o artista se dedica à fotografia.

Na opinião do historiador da arte Rodrigo Naves, a produção de Miguez revela afinidade com a do artista holandês Bram van Velde, “com suas áreas de cor matissianamente alegres e estrutura disforme e ameaçadora”, além do diálogo com obras de Jorge Guinle.

A partir de 2001, Fabio passou a apresentar formas geométricas juntamente com as pinturas. Essas formas parecem flutuar em um plano acima daquele das manchas cromáticas, dando a sensação de espacialidade, e explorando o espaço pictórico. Em algumas obras, empregou elementos de madeira colados aos quadros, que reforçaram a ideia da solidez dos elementos geométricos, em oposição a áreas onde as tintas são mais fluidas e a fatura mais rala e transparente.

Nos últimos anos, Miguez vem desenvolvendo trabalhos de formulação tridimensional, como a instalação Onde, de 2006, o objeto Ping pong, de 2008, e a série Valises produzida desde 2007, que expandem seu campo de pesquisa — a pintura. Sua formação em arquitetura traz uma influência construtiva, que alia-se a investigações sobre a escala, a matéria e a figuração. Miguez lida com formas modulares, submetendo-as a um raciocínio combinatório, repetindo-as, e variando sua posição ao passo em que lhes opera inversões e espelhamentos. Nos seus trabalhos, a lógica espacial, que antes disso resolvia-se no plano e na profundidade da pintura, se expande na mente daquele que contempla essas pinturas, no irresistível pensamento sobre os desdobramentos possíveis.

Em seu trabalho, nada está ali por acaso. O desenho, a forma, a cor, o texto, o título, tudo é preciso e em tudo estão contidas faíscas de leitura e reflexão para o espectador.

Fabio Miguez participou da Bienal Internacional de São Paulo em 1985 e 1989; a 2ª Bienal de Havana em 1986; a 3ª Bienal Internacional de Pintura de Cuenca, no Equador em 1991; e a 5ª Bienal do Mercosul em Porto Alegre, em 2005. Além de mostras retrospectivas como Bienal Brasil Século XX em 1994 e 30x Bienal em 2013, ambas promovidas pela Fundação Bienal de São Paulo. Fabio teve exposições individuais como: Paisagem zero, no Centro Universitário Maria Antonia, em 2012; Temas e variações, no Instituto Tomie Ohtake, em 2008 e na Pinacoteca do Estado de São Paulo em 2003, acompanhada da publicação de um livro sobre sua obra; entre outras. Sua última individual, Atalhos, foi em 2016, na Galeria Nara Roesler no Rio de Janeiro.

 

Galerias Representantes
Destaques da Carreira

Vista da exposição Onde, na Galeria Millan, em 2006.

Obras do artista na mostra individual Temas, no Instituto Tomie Ohtake, em 2008. Nela, o curador Agnaldo Farias estabelece as pontes de sua nova pintura com a arquitetura. Foto: Sérgio Guerini.

Em Placas, na Galeria Marilia Razuk, em 2011, o artista apresenta duas séries de pinturas realizadas em 2010/2011: Placas e Índice. Foto: Sérgio Guerini.

Exposição Paisagem Zero, no Centro Maria Antonia, em 2012. Nela, Fabio Miguez mostra fotografias além de pinturas. Tais procedimentos, segundo Lorenzo Mammi, não são paralelos, e sim complementares. Foto: Sérgio Guerini.

   
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