Luiz Zerbini iniciou sua atividade artística no final dos anos 1970. Sua obra transita entre a pintura, a escultura, a instalação, a fotografia, a produção de textos e o vídeo. Com uma paleta rica e luminosa, Zerbini desenvolve uma abordagem exploratória da pintura, unindo questões políticas e ecológicas do Sul global à execução esmerada de texturas, padronagens e figuras. Ao retratar folhagens, florestas e densas tramas vegetais, o artista dá protagonismo à observação da natureza e traduz interações de ecossistemas em linguagem pictórica. Sua posição crítica está profundamente ligada ao contexto brasileiro, revisitando a história da arte nacional — da tradição paisagística às representações da identidade coletiva. Por meio de distribuições dinâmicas de informação visual, suas composições criam atmosferas hipnóticas, regidas por tensão, coexistência, sobreposição e proliferação, que estruturam suas pinturas e monotipias.
Realizou sua primeira exposição individual em 1982, na Casa do Brasil, em Madri, Espanha. Integrante da Geração 80, Zerbini expandiu sua prática da pintura para a escultura, o vídeo, o desenho e a fotografia, recebendo em 1995 o grande prêmio da crítica na categoria artes visuais da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). No mesmo ano, formou o grupo Chelpa Ferro com Barrão, Sérgio Mekler e Chico Neves, desenvolvendo trabalhos que integram escultura, instalações tecnológicas e música eletrônica.
Entre suas principais exposições individuais destacam-se: "Observations: Luiz Zerbini in Conversation with Frank Walter", Fortes D’Aloia & Gabriel | Jardins, São Paulo, Brasil (2025); "Vagarosa Luminescência Voadora", Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo, Brasil (2025); "Afinidades III – Cochichos", MON – Museu Oscar Niemeyer (2024); "Paisagens ruminadas", CCBB Brasília e CCBB Rio de Janeiro, Brasil (2024); "A mesma história nunca é a mesma", MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, São Paulo, Brasil (2022); "Intuitive Ratio", South London Gallery, Londres, Reino Unido (2019); além de "Campo Expandido", Oi Futuro, Rio de Janeiro, Brasil (2020); "Anos 1990", Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo, Brasil (2021); "Monotipias", Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo, Brasil (2017) e "Amor", MAM Rio de Janeiro, Brasil (2012).
Participou ainda de importantes mostras coletivas, entre elas: "Exposition Générale", Fondation Cartier pour l’art contemporain, Paris, França (2025); "Fullgás – Artes Visuais e Anos 1980 no Brasil", CCBB Rio de Janeiro, Brasil (2024); "Lugar de estar – o legado de Burle Marx", MAM Rio de Janeiro, Brasil (2024); "Siamo Foresta", Triennale Milano, Milão, Itália (2023); "Nous les arbres", Power Station of Art, Xangai, China (2021); "MECARÕ – Amazonia in the Petitgas Collection", MO.CO. Montpellier Contemporain, Montpellier, França (2020); "Cities in Dust", Fortes D’Aloia & Gabriel | Carpintaria, Rio de Janeiro, Brasil (2020); "Nous les Arbres", Fondation Cartier, Paris, França (2019) e "Campo", Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro, Brasil (2019).
A obra de Zerbini integra coleções públicas essenciais, como Fondation Cartier pour l’art contemporain, Paris, França; Instituto Inhotim, Brumadinho, Brasil; Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil; Fondazione Sandretto Re Rebaudengo, Turim, Itália; MAM Rio de Janeiro e MAM São Paulo, Brasil; MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, São Paulo, Brasil; Kistefos Museum, Jevnaker, Noruega; Instituto Itaú Cultural, São Paulo, Brasil; e Pizzuti Collection of the Columbus Museum of Art, Ohio, Estados Unidos.