• Ophelia Blue - Carbono Galeria
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Janaina Tschäpe

“Ophelia Blue”

Ophelia Blue

(Cód. 7323)

  • Data

    2018
  • Técnica

    impressão digital sobre papel Hahnemühle Photo Rag® 308g
  • Dimensões

    (A x L) 74 x 110 cm
  • Edição

    15 + 3PA

  • Acompanha certificado de autenticidade


Em “Ophelia Blue”, a artista apresenta uma mulher aparentemente em estado de limbo. Enquanto repousa sobre o musgo e a água, uma luz divina atravessa a cena. Como uma nuvem que aceita sua cadência no mar, seu vestido se metamorfoseia em um céu de coral. Não sabemos se ela está viva, morta ou mesmo se precisa de ajuda.

Tschäpe não se preocupa em desenvolver uma narrativa linear, mas em articular visualmente a atemporalidade como fragmento. Enquanto a Ofélia de Shakespeare cai da árvore — “chorando, suas roupas abriram-se; e, como uma sereia, por um tempo a sustentaram...” — a Ophelia de Janaina não é apenas a água, o vestido ou a mulher em si, mas a síntese de elementos sem começo nem fim.

Para uma artista acostumada a escolher entre tintas, lápis e crayons com nomes como “Aquamarine Blue”, “Cold Grey”, “Cadmium Red” ou “Burnt Sienna”, existe quase uma heurística estética patafísica na busca pelo significado das cores. Tschäpe atravessa sua memória sinestésica em busca do tom exato: “Ophelia Blue” não pode ser encontrado em nenhuma tinta, lápis ou crayon. Ele surge no encontro entre o céu e o oceano. Para Janaina, se o infinito tivesse uma cor, ela seria “Ophelia Blue”.

Mais obras de Janaina Tschäpe

Biografia

Janaina Tschäpe - Carbono Galeria

Janaina Tschäpe

n. 1973, Munique, Alemanha | Vive e trabalha em Nova York, Estados Unidos.

Objetos infláveis, esculturas, fotografias, vídeos, desenhos e pinturas são as bases para a criação dos universos fantásticos de Janaina Tschäpe. A artista já participou de exposições no Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia (Madri, Espanha), no Centre Pompidou (Paris, França), no New Museum (Nova York, EUA) e suas obras fazem parte do acervo de importantes instituições como o Solomon R. Guggenheim Museum (Nova York, EUA) , o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, Brasil), o Moderna Museeto (Estocolmo, Suécia), o Inhotim Centro de Arte Contemporânea (Brumadinho, Brasil), entre outras.

A artista meio brasileira, meio alemã, que iniciou sua formação na década de 1990, passou anos de sua vida em constantes deslocamentos – já morou em cidades como Hamburgo, Berlin, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Nova Iorque. Começou a usar a fotografia e o vídeo como formas de documentar suas relações com esses lugares, mas os resultados passaram a ser objetos de trabalho. Também criou diversos objetos infláveis, sendo que alguns deles eram integrados a corpos femininos, e serem tridimensionais. Depois de um hiato de dez anos, a artista voltou à pintura e ao desenho. Janaina afirma que todas as mídias são complementares. Se somam e se relacionam nos trabalhos desenvolvidos pela artista.

É muito forte a presença da água e do mar, assim como das plantas e matas em todo o trabalho de Janaina. Ela cria universos próprios, narrativas para os lugares e para os personagens. Gosta de misturar ficção e realidade. Se baseia nessa para inventar aquela e retorna à visualidade com suas criaturas imaginárias e seus ambientes exuberantes.

Como aponta Luisa Duarte, “As formas orgânicas sempre estiveram presentes no trabalho de Janaina. Mar, água, sereias, seres meio humanos, meio não humanos...O oceano não por acaso é tido como uma imagem do inconsciente. Informe, fluido, sempre em movimento, impossível de se pegar pelas mãos. A obra da artista tem, na dimensão onírica, um ponto incontornável, por isso frequentemente está associada à criação de um mundo fantástico”. (DUARTE, Luisa. Ondulações na terra plana. O Globo, 11.06.2012).

Galerias representantes

 

Galeria Fortes D'Aloia & Gabriel, São Paulo