Objetos infláveis, esculturas, fotografias, vídeos, desenhos e pinturas integram a produção de Janaina Tschäpe. Em sua obra, a artista investiga as relações entre corpo, natureza e matéria, construindo universos que transitam entre realidade e fabulação. A presença da água, do mar, das plantas e de formas orgânicas atravessa sua produção, em trabalhos que exploram processos de transformação, metamorfose e movimento.
Sua trajetória é marcada pelo trânsito entre diferentes linguagens, que a artista entende como complementares. A fotografia e o vídeo, inicialmente relacionados ao registro de lugares e experiências, passaram a constituir trabalhos autônomos, assim como suas esculturas e objetos infláveis. A partir dos anos 2010, a pintura e o desenho ganharam novamente espaço central em sua pesquisa. Em suas telas e desenhos, formas orgânicas e gestos pictóricos se articulam em paisagens que evocam ambientes naturais, subaquáticos e imaginários.
Entre suas exposições individuais recentes estão "Conversations with the Sea", Hastings Contemporary, Hastings, Reino Unido (2026); "piruetas de olhos abertos", Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo, Brasil (2026); "À flor da pele", Galleri Bo Bjerggaard, Copenhague, Dinamarca (2026); "A gush of wind (Atemraum)", Galerie Max Hetzler, Berlim, Alemanha (2025); "A Sky Filled with Clouds and the Smell of Blood Oranges", Sean Kelly, Nova York, Estados Unidos (2024); "Estrelas conversando em voz alta", Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, Brasil (2023); "Soy mi proprio paisaje", Centro de Arte Contemporáneo de Málaga, Málaga, Espanha (2023); "FIRE just sparkles in the sky", Fortes D’Aloia & Gabriel | Carpintaria, Rio de Janeiro, Brasil (2022); "Wandelstern", Galleri Bo Bjerggaard, Copenhague, Dinamarca (2022); "Das Unheimliche", com Ursula Reuter Christiansen, Den Frie Centre of Contemporary Art, Copenhague, Dinamarca (2021); e "Counterpoint 5", Musée de l’Orangerie, Paris, França (2020).
Entre suas exposições coletivas recentes destacam-se "Aberto/05", Casa Bola, São Paulo, Brasil (2026); "On Paper", Galerie Max Hetzler, Berlim, Alemanha (2026); "The Weimar Collection", ACC Galerie Weimar, Alemanha (2026); "Moby Dick – The Whale", Palazzo Ducale, Gênova, Itália (2025); "Faktura / Tektonika", Sean Kelly, Nova York, Estados Unidos (2025); "Taguchi Art Collection Vol. II", Takahashi City Nariwa Museum of Art, Japão (2025); "Terraphilia: Beyond the Human in the Thyssen-Bornemisza Collections", Thyssen-Bornemisza Museo Nacional, Madri, Espanha (2025); "Uncanny", National Museum of Women in the Arts, Washington, D.C., Estados Unidos (2025); "Lucid Dreams", The Israel Museum, Jerusalém, Israel (2025); "Becoming Ocean", Villa Arson, Nice, França (2025); "The Brooklyn Artists’ Exhibition", Brooklyn Museum, Nova York, Estados Unidos (2024); e "How Did You Come into the World?", Hirosaki Museum of Contemporary Art, Japão (2024).
Ao longo de sua trajetória, Tschäpe também apresentou trabalhos em instituições como o Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, em Madri; Centre Pompidou, em Paris; New Museum, em Nova York; Irish Museum of Modern Art, em Dublin; Museum of Contemporary Art, em Tucson; Kasama Nichido Museum of Art, no Japão; e Contemporary Art Museum St. Louis, nos Estados Unidos.
Suas obras integram importantes coleções públicas, entre elas as do Solomon R. Guggenheim Museum, em Nova York; Centre Pompidou, em Paris; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, em Madri; National Gallery of Art, em Washington, D.C.; Moderna Museet, em Estocolmo; Inhotim, em Minas Gerais; Itaú Cultural, em São Paulo; Museu de Arte Moderna da Bahia, em Salvador; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; SMAK, em Gante; MUDAM, em Luxemburgo; TBA21 – Thyssen-Bornemisza Art Contemporary, em Viena; e 21st Century Museum of Contemporary Art, em Kanazawa.