• Oca Waves II
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Ana Maria Tavares

“Oca Waves II”

Oca Waves II

  • Data

    2024
  • Técnica

    impressão sobre seda
  • Dimensões

    (A x L) 89 x 89 cm
  • Edição

    10

  • Acompanha certificado de autenticidade


Preço normal R$ 3.000,00
Preço normal Preço promocional R$ 3.000,00
Disponibilidade imediata

Na série Hieróglifos Sociais, de 2011, da qual faz parte OCA Waves, a artista realiza uma releitura da arquitetura do edifício da OCA (Parque do Ibirapuera, SP, 1951), projetado por Oscar Niemeyer (1907–2012), para criar um universo desviante e contaminado. Uma vez transformada por manipulações digitais que empregam rebatimentos especulares múltiplos – artifícios visuais criados durante o processo de alteração do projeto original da OCA – a arquitetura original se modifica, cedendo lugar a um universo instável, líquido e desviante.

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Biografia

Ana Maria Tavares

Ana Maria Tavares

n. 1958, Belo Horizonte (MG), Brasil | Vive e trabalha em São Paulo (SP), Brasil

Ana Maria Tavares é artista visual, pesquisadora e docente, com uma trajetória marcada pela investigação crítica da arquitetura e da modernidade. Bacharel em Artes Plásticas pela FAAP, mestre pela School of the Art Institute of Chicago e doutora pela USP, atuou como professora na ECA/USP entre 1993 e 2017. Entre seus principais feitos, destacam-se as prestigiadas bolsas "Guggenheim Foundation Grant" (2001), "Ida Ely Rubin Artist in Residence" no MIT (2007) e "Lynette S. Autrey Visiting Scholars" na Rice University (2014). Em 2016, sua relevância no cenário nacional foi celebrada com o Prêmio APCA de "Melhor Retrospectiva do Ano" pela mostra "No próprio lugar: uma antologia da obra de Ana Maria Tavares", realizada na Pinacoteca de São Paulo.

Sua produção conceitua a natureza tropical e a arquitetura como construções ideológicas, questionando os desdobramentos políticos e sociais do modernismo no Brasil. Ao atravessar dicotomias como progresso e atraso, ou pureza e contaminação, Tavares incorpora o ornamento para interrogar temas de gênero, raça e alteridade. Em sua pesquisa, dialoga com o legado de nomes como Burle Marx, Oscar Niemeyer e Lina Bo Bardi, utilizando elementos como a "Victoria Amazônica" e bacias hidrográficas para discutir o artifício e a paisagem.

Em sua trajetória de exposições individuais, destacam-se projetos recentes como "Paisagens Perdidas (para Lina Bo Bardi)" (2025) na Casa de Vidro; "Naturalítica e Hierbabuenas" (2023); o site-specific "Campo Fraturado, SOS" (2021); "O Real Intocável" (2019); "Forgotten Mantras" (2016); "Deviating Utopias with Victorias Regias" (2015) em Stuttgart; "Cárceres a Duas Vozes: Piranesi e Ana Maria Tavares" (2015); "Atlântica Moderna: Purus e Negros" (2014); "Natural-Natural: Paisagem e Artifício" (2013); "Tautorama" (2013); "Enigmas de uma Noite" (2004); "Relax’o’vision" (1998) e "Porto Pampulha" (1997). No âmbito das mostras coletivas e certames globais, participou da "Bienal de Cingapura" (2006), "Bienal de Istambul" (2001), "Bienal de Pontevedra" (2000), "VII Bienal de Havana" (2000) e de quatro edições da "Bienal Internacional de São Paulo" (2000, 1991, 1987 e 1983).

Galerias representantes

Galleria Continua, São Paulo

Sicardi Ayers Bacino, EUA

Silvia Cintra+Box4, Rio de Janeiro

Albuquerque Contemporânea, Belo Horizonte