• Felippe Moraes

Felippe Moraes

“Uma Pausa de Mil Compassos - da série SAMBA EXALTAÇÃO”

Uma Pausa de Mil Compassos - da série SAMBA EXALTAÇÃO

(Cód. 11658)

  • Data

    2022
  • Técnica

    backlight
  • Dimensões

    (A x L x P) 33 x 42 x 7.5 cm
  • Edição

    10 + 3PA

  • Acompanha certificado de autenticidade


Preço normal R$ 9.500,00
Preço normal Preço promocional R$ 9.500,00
Disponibilidade imediata

Os backlights do Felippe Moraes são registros do projeto SAMBA EXALTAÇÃO realizado em 2021, durante a segunda onda da pandemia, entre a Sexta-feira de Carnaval e o Domingo de Páscoa. A cada 13 dias, era instalado um letreiro em neon na janela de seu apartamento, no Ed. Mirante do Vale, São Paulo. Cada um desses neons contém o verso de uma música e estabelece uma relação com os pedestres do Viaduto Santa Efigênia e Vale do Anhangabaú.

Em um momento em que não poderiam ser realizadas exposições, Moraes encontra uma fresta no tecido social e urbanístico da Cidade para comunicar-se com outros cidadãos e cidadãs. Ao utilizar sua própria casa/ateliê como suporte para a obra, ela torna-se um farol poético a iluminar os caminhos em tempos sombrios, embrincando ainda mais as relações entre arte e vida.

A série de intervenções seguia o calendário litúrgico, iniciando-se com a frase “Agoniza mas não morre” do samba homônimo (1978) de Nelson Sargento, marcando a ausência dos festejos momescos. Em seguida, atravessava a quaresma com o apontamento filosófico “Uma pausa de mil compassos” da canção “Para ver as meninas” (1968) de Paulinho da Viola e em seguida “E viver será só festejar”, de “Baianidade Nagô” (1992) composta por Evandro Rodrigues. Na última etapa, já no período da Páscoa, a obra evocava a noção de renascimento e um desejo de redenção com “Quero viver no Carnaval”, uma alteração poética da canção “Quero morrer no Carnaval” (1969) de Luiz Antônio e Eurico Campos, eternizada na voz de Elza Soares.

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Biografia

Felippe Moraes - Carbono Galeria

Felippe Moraes

n. 1988, Rio de Janeiro (RJ), Brasil | Vive e trabalha entre São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), Brasil.

Felippe Moraes é artista, pesquisador e curador independente desde 2009. Mestre pela University of Northampton, no Reino Unido, sua pesquisa investiga a epistemologia da razão e suas relações com espiritualidade, mitologia e ancestralidade como possibilidades de reencantamento do mundo.

Entre suas exposições individuais mais recentes, destaca-se “Solfejo” (2025) na Caixa Cultural Curitiba, apresentação que amplia suas investigações sobre linguagem, ritmo e experiência sensorial. Também realizou “Ovo Cósmico” (2023-24) na Galeria Verve e “Samba Exaltação” (2021), série de neons com citações de canções brasileiras apresentada como intervenção urbana no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, além de ter sido exibida no MAC-Niterói e no Museu de Arte do Rio. Em 2021, apresentou “Samba da Luz” na Biblioteca Mário de Andrade e na Estação da Luz.

Em 2019, exibiu “Solfejo” no Centro Cultural FIESP e “LUZIA” no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, em Portugal. Anteriormente, realizou as individuais “Imensurável” (2018) na Caixa Cultural Fortaleza; “Proporción” (2018) no Espacio de Arte Contemporáneo (EAC) em Montevidéu; “Cosmografia” (2017) e “Ordem” (2014), ambas na Baró Galeria em São Paulo; e “Progressão” (2016) no MAC-Niterói.

É autor das obras públicas “Monumento ao Horizonte” (2016), em Niterói, e “Monumento a Euclides” (2017), na Romênia. Seu trabalho integra coleções como as do Museu de Arte do Rio, MAM-SP, MACRS, MAC-Niterói e CCSP.

 

Galerias representantes

Verve Galeria, São Paulo