Artur Lescher é um dos principais nomes da escultura contemporânea brasileira. Há mais de três décadas, desenvolve uma pesquisa dedicada às relações entre matéria, forma, espaço e percepção, por meio de esculturas, objetos e instalações que combinam rigor construtivo e potência poética. Trabalhando principalmente com metais, madeira, pedra e outros materiais industriais, o artista investiga procedimentos de suspensão, equilíbrio, tensão e deslocamento, criando obras que estabelecem uma relação ativa com o espaço e evocam estados de transformação, movimento e instabilidade.
Sua trajetória ganhou projeção com a participação na 19ª Bienal de São Paulo, em 1987, onde apresentou "Aerólitos", obra de escala arquitetônica que antecipava questões recorrentes em sua produção. Ao longo dos anos, aprofundou pesquisas que resultaram em trabalhos emblemáticos como "Rio Máquina", a série "Metaméricos" e diversas esculturas e instalações que exploram as tensões entre peso e leveza, permanência e transitoriedade, controle e fluxo.
Participou de importantes eventos internacionais, incluindo as Bienais de São Paulo (1987 e 2002) e a Bienal do Mercosul (2005), da qual também foi curador. Entre suas exposições individuais recentes destacam-se "Orbitales", no Museo de Arte Contemporáneo Atchugarry (2026); "Entangled Fields – Zurich Art Prize 2025", na Haus Konstruktiv (2025); "Artur Lescher", no Instituto Artium (2023); "Observatório", no Farol Santander (2022); "Suspensão", na Estação Pinacoteca (2019); "Asterismos", na Almine Rech, em Paris (2019); "Porticus", no Palais d’Iéna, em Paris (2017); e sua mostra no Instituto Tomie Ohtake (2006). Também realizou exposições e projetos em instituições e galerias na América Latina, Europa e Estados Unidos.
Suas obras integram importantes coleções públicas e privadas, entre elas o Museum of Fine Arts Houston, o Philadelphia Museum of Art, o Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (MALBA), a Pinacoteca de São Paulo e o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP).