Graduado em Artes Visuais, com ênfase em escultura, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 2009), Túlio Pinto desenvolve uma pesquisa que transita entre escultura e instalação, explorando as relações entre matéria, espaço, peso, força e equilíbrio. Em seus trabalhos, materiais industriais e elementos de diferentes naturezas, como concreto, aço, ferro, vidro, pedra e areia, são articulados em estruturas que colocam em tensão propriedades aparentemente opostas, como rigidez e fragilidade, força e delicadeza, estabilidade e instabilidade. A partir desses encontros, o artista investiga os limites físicos e visuais da matéria e as possibilidades de transformação e coexistência entre corpos e espaço.
Entre suas principais exposições individuais estão “Simples e composto”, no Cerrado Cultural, Brasília (2025); “Buraco no Céu”, no Museu Oscar Niemeyer, Curitiba (2023); “Lastros e Tensões. Deformações e acolhimento”, na Millan, São Paulo (2022); “Empatía”, na Galeria Senda, Barcelona, Espanha (2022); “Buraco no Céu”, na Millan, São Paulo (2020); “Linha de terra”, na Fondamenta Sant’Apollonia e na Piero Atchugarry Gallery, Veneza, Itália (2019); “41° 23′ 20″ N 2° 10′ 34″ E” e “41° 25′ 21″ N 2° 12′ 32″ E: Três Tempos”, na Galeria Senda, Barcelona, Espanha (2018); “O Lugar Enquanto Espaço”, na Galeria Baró, São Paulo (2018); “Athar”, na Piero Atchugarry Gallery, Garzón, Uruguai (2018); “Ground Control”, na Humo Gallery, Zurique, Suíça (2017); “Onloaded: Túlio Pinto”, no Phoenix Institute of Contemporary Art (phICA), Phoenix, Estados Unidos (2015); e “De territórios, abismos e intenções”, no Santander Cultural, Porto Alegre (2013), entre outras.
Entre as exposições coletivas de destaque estão “ABERTO Rua”, São Paulo (2026), com o site-specific “Athar #7”; “Que seja casa, o amor. ainda que amar desabrigue”, no Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba (MACS), Sorocaba (2026); 13ª Bienal do Mercosul – “Trauma, Sonho, Fuga”, Porto Alegre (2022); “Coleção Sartori: A arte contemporânea habita Antonio Prado”, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), Porto Alegre (2022); “Le soleil se lève aussi”, Manifesta, Lyon, França (2021); “Glass and Concrete”, no Marta Herford Museum, Herford, Alemanha (2020); “Reagents”, no Complesso dell’Ospedaletto, Veneza, Itália (2019); “Tensão e dinamismo”, na Piero Atchugarry Gallery, Miami, Estados Unidos (2018); “Combining Materials”, na Rosenfeld Porcini Gallery, Londres, Reino Unido; “Memória e momento”, no Museu Oscar Niemeyer, Curitiba (2017); “Mais performance”, no Oi Futuro Ipanema, Rio de Janeiro (2016); “Repentista”, na Nosco Gallery, Londres, Reino Unido (2014); e “Instâncias do desenho”, na EAV – Parque Lage, Rio de Janeiro (2012), entre outras.
Pinto recebeu, entre outros, o Prêmio Aquisição do 65º Salão Paranaense, do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (2014); o Prêmio ARTIGO Rio / ARTTOWN – Programa de Residência Artística (2013); o Prêmio da 9ª Rede Nacional Funarte (2013); o Prêmio Energisa Artes Visuais (2011–2012); o Prêmio Aquisição do Salão de Arte de Mato Grosso do Sul (2011); o 35º Prêmio Aquisição Leonello Berti – SARP (2010); e o IV Prêmio Açorianos de Artes Visuais, na categoria Destaque em Escultura (2009). Ao longo de sua trajetória, realizou residências artísticas no Brasil e em países como Ucrânia, Canadá, Portugal, Estados Unidos, Reino Unido, Uruguai e Holanda.
Sua produção integra coleções de instituições como Museu Oscar Niemeyer, Curitiba; Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Curitiba; Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, Porto Alegre; Museu Nacional de Brasília; Museu de Arte de Ribeirão Preto; Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto; Usina de Arte, Pernambuco; Fundação Pablo Atchugarry, Uruguai; Fundação María Cristina Masaveu Peterson, Madri, Espanha; Marta Herford Museum, Alemanha; Piramidón, Centre d’Art Contemporani, Barcelona, Espanha; Coleção de Arte do Phoenix College, Estados Unidos; e Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), entre outras.