• Eu e Você (da série Caixa Cobra)
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Ana Maria Tavares

“Eu e Você (da série Caixa Cobra)”

Eu e Você (da série Caixa Cobra)

(Cód. 14897)

  • Data

    2026
  • Técnica

    madeira, aço inox, impressão digital, metacrilato
  • Dimensões

    (A x L x P) 22 x 142 x 2 cm
  • Edição

    15 + 3PA

  • Acompanha certificado de autenticidade


Preço normal R$ 45.000,00
Preço normal Preço promocional R$ 45.000,00
Disponibilidade imediata

As edições "Eu e Você (da série Caixa Cobra)" e "Eu e Você (da série Caixa Poros)" exploram a relação entre materiais da arquitetura e a experiência do espaço. Combinando madeira, aço inox colorido e impressão digital, as obras contrapõem superfícies opacas e reflexivas, evocando elementos da construção civil, como fachadas espelhadas, revestimentos e treliças.

Compostas por módulos articulados que podem ser movimentados, as peças convidam à intervenção do espectador, que altera sua forma e ativa novas configurações tridimensionais. Ao se afastarem de uma estrutura fixa, essas edições transformam uma malha racional em um organismo mutável, instaurando uma espécie de coreografia espacial.

Inspiradas em trabalhos anteriores de Ana Maria Tavares, as obras mantêm sua investigação crítica sobre a lógica modernista de organização do espaço, mas, em escala mais íntima, deslocam o foco para a ação direta do público, que passa a interferir e reconfigurar essa ordem.

Mais obras de Ana Maria Tavares

Biografia

Ana Maria Tavares

Ana Maria Tavares

n. 1958, Belo Horizonte (MG), Brasil | Vive e trabalha em São Paulo (SP), Brasil

Ana Maria Tavares é artista visual, pesquisadora e docente, com uma trajetória marcada pela investigação crítica da arquitetura e da modernidade. Bacharel em Artes Plásticas pela FAAP, mestre pela School of the Art Institute of Chicago e doutora pela USP, atuou como professora na ECA/USP entre 1993 e 2017. Entre seus principais feitos, destacam-se as prestigiadas bolsas "Guggenheim Foundation Grant" (2001), "Ida Ely Rubin Artist in Residence" no MIT (2007) e "Lynette S. Autrey Visiting Scholars" na Rice University (2014). Em 2016, sua relevância no cenário nacional foi celebrada com o Prêmio APCA de "Melhor Retrospectiva do Ano" pela mostra "No próprio lugar: uma antologia da obra de Ana Maria Tavares", realizada na Pinacoteca de São Paulo.

Sua produção conceitua a natureza tropical e a arquitetura como construções ideológicas, questionando os desdobramentos políticos e sociais do modernismo no Brasil. Ao atravessar dicotomias como progresso e atraso, ou pureza e contaminação, Tavares incorpora o ornamento para interrogar temas de gênero, raça e alteridade. Em sua pesquisa, dialoga com o legado de nomes como Burle Marx, Oscar Niemeyer e Lina Bo Bardi, utilizando elementos como a "Victoria Amazônica" e bacias hidrográficas para discutir o artifício e a paisagem.

Em sua trajetória de exposições individuais, destacam-se projetos recentes como "Paisagens Perdidas (para Lina Bo Bardi)" (2025) na Casa de Vidro; "Naturalítica e Hierbabuenas" (2023); o site-specific "Campo Fraturado, SOS" (2021); "O Real Intocável" (2019); "Forgotten Mantras" (2016); "Deviating Utopias with Victorias Regias" (2015) em Stuttgart; "Cárceres a Duas Vozes: Piranesi e Ana Maria Tavares" (2015); "Atlântica Moderna: Purus e Negros" (2014); "Natural-Natural: Paisagem e Artifício" (2013); "Tautorama" (2013); "Enigmas de uma Noite" (2004); "Relax’o’vision" (1998) e "Porto Pampulha" (1997). No âmbito das mostras coletivas e certames globais, participou da "Bienal de Cingapura" (2006), "Bienal de Istambul" (2001), "Bienal de Pontevedra" (2000), "VII Bienal de Havana" (2000) e de quatro edições da "Bienal Internacional de São Paulo" (2000, 1991, 1987 e 1983).

Galerias representantes

Galleria Continua, São Paulo

Sicardi Ayers Bacino, EUA

Silvia Cintra+Box4, Rio de Janeiro

Albuquerque Contemporânea, Belo Horizonte